
A recente condenação da camarada antifascista Maja a oito anos de prisão na Hungria não é um caso isolado, nem um erro judicial. É a face visível de uma engrenagem continental de repressão que opera para criminalizar e esmagar qualquer movimento que ouse enfrentar o avanço fascista. O que vimos em Budapeste foi um julgamento-espetáculo, onde Maja foi tratada como um troféu de guerra, exibida com correntes e coleiras para servir de exemplo aterrorizante. A mensagem dos governos e suas polícias é clara: a solidariedade entre os povos e a luta antifascista serão pagas com a tortura do isolamento e o apodrecimento em celas – vide Alfredo Cospito. Mas se a nossa resposta for apenas local, estaremos jogando o jogo deles.
A repressão que atinge Maja começou muito antes de sua extradição clandestina. Ela foi gestada nas marchas neonazistas em homenagem à Waffen-SS na Hungria, protegidas por um regime de extrema-direita. Quando antifascistas, em legítima defesa da memória e da humanidade, reagiram à apologia do nazismo, desencadeou-se uma caçada internacional. Mandados de prisão, perseguições públicas e a colaboração ativa entre as polícias alemã e húngara provam o que sempre denunciamos: o Estado não é neutro. Ele é o comitê central para gerir os negócios da burguesia e, hoje, para gerir também a contenção violenta de quem se levanta contra o ódio.
A extradição de Maja, num “operação de sombra e nevoeiro”, foi um sequestro orquestrado por autoridades que se dizem defensoras do “Estado de Direito”. Até mesmo o Tribunal Constitucional Federal alemão apontou a ilegalidade do ato, mas a lei burguesa é apenas mais uma ferramenta que se descarta quando o alvo é um inimigo de classe. Maja está há dois anos em confinamento solitário, submetida a revistas íntimas humilhantes e comida podre, porque o sistema sabe que não basta prender: é preciso quebrar o espírito de quem luta. Eles a chamam de terrorista para justificar a própria barbárie.
Diante disso, a nossa posição não pode ser a de esperar por julgamentos justos ou pela boa vontade de tribunais burgueses. A justiça que condena Maja é a mesma que absolve policiais assassinos e financia regimes xenófobos. Aprendemos com a história que o fascismo não se derrota com apelos à razão das elites, mas com a força organizada das ruas. O protesto relâmpago em Bremen, no dia 4 de março de 2026, é um grito que precisa se multiplicar: ocupar as ruas sem pedir licença, furar o cerco da mídia e mostrar que, enquanto um só companheiro estiver acorrentado, a nossa luta não terá descanso.
A resposta deve ser tão internacional quanto a repressão que nos ataca. Se os governos da Alemanha e Hungria articulam-se para sequestrar e condenar uma antifascista, a nossa resistência precisa construir pontes que atravessem todas as fronteiras. Não basta acompanhar o caso de Maja à distância, com tristeza ou solidariedade passiva. É preciso transformar a nossa revolta em ação coordenada: pressionar embaixadas, denunciar nos locais de trabalho e estudo, e, acima de tudo, fortalecer as redes que conectam as lutas de Lisboa a Budapeste, de Macau a São Paulo. O inimigo tem o poder dos Estados; nós temos a capacidade de tecer alianças que eles jamais conseguirão controlar totalmente.
Que a imagem de Maja acorrentada se transforme em combustível para a nossa organização. Cada dia de sua prisão injusta é um dia a mais para mostrarmos que o fascismo não passará e que o anticapitalismo é a trincheira necessária para derrotá-lo de vez. A liberdade de Maja é a nossa liberdade. E ela virá não da misericórdia dos algozes, mas da pressão implacável de uma classe que se reconhece unida na luta. Liberdade para Maja e para todos os presos políticos! Que os nazistas e seus cúmplices nos governos preparem-se: não terão sossego enquanto houver um antifascista atrás das grades. A nossa resposta será a greve, o protesto e a solidariedade sem fronteiras.
English:
The chain that binds Maja in Budapest is the same one that chains us all: internationalize the struggle or we will die one by one
The recent conviction of comrade antifascist Maja to eight years in prison in Hungary is not an isolated case, nor a miscarriage of justice. It is the visible face of a continental machinery of repression that operates to criminalize and crush any movement that dares to confront the fascist advance. What we saw in Budapest was a show trial, where Maja was treated as a trophy of war, displayed with chains and collars to serve as a terrifying example. The message from governments and their police forces is clear: solidarity among peoples and the antifascist struggle will be paid for with the torture of isolation and rotting in cells – see Alfredo Cospito. But if our response is only local, we will be playing their game.
The repression that hits Maja began long before her clandestine extradition. It was nurtured in the neo-Nazi marches honoring the Waffen-SS in Hungary, protected by a far-right regime. When antifascists, in legitimate defense of memory and humanity, reacted to the apology of Nazism, an international manhunt was unleashed. Arrest warrants, public persecutions, and the active collaboration between the German and Hungarian police prove what we have always denounced: the State is not neutral. It is the central committee for managing the affairs of the bourgeoisie and, today, also for managing the violent containment of those who rise up against hatred.
Maja’s extradition, in a “night and fog operation,” was a kidnapping orchestrated by authorities who claim to be defenders of the “Rule of Law.” Even the German Federal Constitutional Court pointed out the illegality of the act, but bourgeois law is just another tool that is discarded when the target is a class enemy. Maja has been in solitary confinement for two years, subjected to humiliating strip searches and rotten food, because the system knows that arresting is not enough: the spirit of those who fight must be broken. They call her a terrorist to justify their own barbarism.
Faced with this, our position cannot be to wait for fair trials or the goodwill of bourgeois courts. The justice that condemns Maja is the same that acquits murderous police officers and finances xenophobic regimes. We have learned from history that fascism is not defeated by appeals to the reason of the elites, but by the organized strength of the streets. The lightning protest in Bremen, on March 4, 2026, is a cry that needs to multiply: occupy the streets without asking permission, break through the media siege, and show that as long as a single comrade is in chains, our struggle will have no rest.
The response must be as international as the repression that attacks us. If the governments of Germany and Hungary join forces to kidnap and convict an antifascist, our resistance must build bridges that cross all borders. It is not enough to follow Maja’s case from a distance, with sadness or passive solidarity. We must transform our outrage into coordinated action: pressure embassies, denounce it in workplaces and schools, and above all, strengthen the networks that connect the struggles from Lisbon to Budapest, from Macau to São Paulo. The enemy has the power of states; we have the capacity to weave alliances that they will never be able to fully control.
May the image of Maja in chains turn into fuel for our organization. Each day of her unjust imprisonment is one more day to show that fascism shall not pass and that anti-capitalism is the necessary trench to defeat it for good. Maja’s freedom is our freedom. And it will come not from the mercy of the executioners, but from the relentless pressure of a class that recognizes itself united in struggle. Freedom for Maja and for all political prisoners! Let the Nazis and their accomplices in governments prepare: they will have no peace as long as there is an antifascist behind bars. Our response will be strike, protest, and solidarity without borders.
Español:
La cadena que sujeta a Maja en Budapest es la misma que nos encadena a todos: internacionalizar la lucha o moriremos uno a uno
La reciente condena de la compañera antifascista Maja a ocho años de prisión en Hungría no es un caso aislado, ni un error judicial. Es la cara visible de un engranaje continental de represión que opera para criminalizar y aplastar cualquier movimiento que ose enfrentar el avance fascista. Lo que vimos en Budapest fue un juicio-espectáculo, donde Maja fue tratada como un trofeo de guerra, exhibida con cadenas y collares para servir de ejemplo aterrador. El mensaje de los gobiernos y sus policías es claro: la solidaridad entre los pueblos y la lucha antifascista se pagarán con la tortura del aislamiento y el pudrimiento en celdas – véase Alfredo Cospito. Pero si nuestra respuesta es solo local, estaremos jugando su juego.
La represión que golpea a Maja comenzó mucho antes de su extradición clandestina. Fue gestada en las marchas neonazis en homenaje a las Waffen-SS en Hungría, protegidas por un régimen de extrema derecha. Cuando antifascistas, en legítima defensa de la memoria y la humanidad, reaccionaron a la apología del nazismo, se desencadenó una cacería internacional. Órdenes de arresto, persecuciones públicas y la colaboración activa entre las policías alemana y húngara prueban lo que siempre denunciamos: el Estado no es neutral. Es el comité central para gestionar los negocios de la burguesía y, hoy, para gestionar también la contención violenta de quienes se levantan contra el odio.
La extradición de Maja, en una “operación de noche y niebla”, fue un secuestro orquestado por autoridades que se dicen defensoras del “Estado de Derecho”. Incluso el Tribunal Constitucional Federal alemán señaló la ilegalidad del acto, pero la ley burguesa es solo una herramienta más que se desecha cuando el objetivo es un enemigo de clase. Maja lleva dos años en confinamiento solitario, sometida a humillantes requisas íntimas y comida podrida, porque el sistema sabe que no basta con arrestar: hay que quebrar el espíritu de quien lucha. La llaman terrorista para justificar su propia barbarie.
Ante esto, nuestra posición no puede ser esperar juicios justos o la buena voluntad de tribunales burgueses. La justicia que condena a Maja es la misma que absuelve a policías asesinos y financia regímenes xenófobos. Aprendimos de la historia que el fascismo no se derrota con apelaciones a la razón de las élites, sino con la fuerza organizada de las calles. La protesta relámpago en Bremen, el 4 de marzo de 2026, es un grito que necesita multiplicarse: ocupar las calles sin pedir permiso, romper el cerco mediático y mostrar que, mientras un solo compañero esté encadenado, nuestra lucha no tendrá descanso.
La respuesta debe ser tan internacional como la represión que nos ataca. Si los gobiernos de Alemania y Hungría se articulan para secuestrar y condenar a una antifascista, nuestra resistencia necesita construir puentes que atraviesen todas las fronteras. No basta con seguir el caso de Maja a distancia, con tristeza o solidaridad pasiva. Hay que transformar nuestra rabia en acción coordinada: presionar embajadas, denunciar en los lugares de trabajo y estudio, y, sobre todo, fortalecer las redes que conectan las luchas de Lisboa a Budapest, de Macao a São Paulo. El enemigo tiene el poder de los Estados; nosotros tenemos la capacidad de tejer alianzas que ellos jamás podrán controlar totalmente.
Que la imagen de Maja encadenada se transforme en combustible para nuestra organización. Cada día de su prisión injusta es un día más para demostrar que el fascismo no pasará y que el anticapitalismo es la trinchera necesaria para derrotarlo de una vez. La libertad de Maja es nuestra libertad. Y vendrá no de la misericordia de los verdugos, sino de la presión implacable de una clase que se reconoce unida en la lucha. ¡Libertad para Maja y para todos los presos políticos! Que los nazis y sus cómplices en los gobiernos se preparen: no tendrán descanso mientras haya un antifascista tras las rejas. Nuestra respuesta será la huelga, la protesta y la solidaridad sin fronteras.